• Dia da Consciência Negra numa viagem pelo Brasil

    Consciência Negra 01
    Desde a década de 70, o mês de novembro começou a ganhar contornos sociais voltados para a causa negra no Brasil. Para ser mais específico, era o 20 de novembro que marcava ainda mais esse dia, reconhecido posteriormente como o Dia da Consciência Negra. O 20 de novembro marca a emboscada e morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros na luta contra o sistema escravocrata. Zumbi foi morto em 1695 pelas tropas coloniais, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares. Ele conseguiu organizar o maior território de resistência na Serra da Barriga em Alagoas e que durou cerca de 100 anos. Em seu auge populacional o quilombo chegou a ter de 25 a 30 mil negros livres.
    A data foi institucionalizada em 2003 como o Dia da Consciência Negra e entrou no calendário escolar de todo o país. Em 2011 a então Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, oficializou a data como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Muitos questionam a existência da data, mas vale lembrar que o 13 de maio marca apenas a abolição da escravatura e as diversas entidades que lutam pela causa nunca sentiram que a data era conveniente para expressar todos os anseios da comunidade negra em todo o país.  A data, entre tantas outras coisas, desperta a discussão sobre racismo, discriminação racial, igualdade social, inclusão de negros na sociedade e cultura afro. Um período em que fóruns, debates e atividades se intensificam em todo o país e assuntos relacionados são amplamente discutidos.

    10 Lugares marcados pela cultura negra no Brasil

    01. MUSEU AFRO BRASIL (SÃO PAULO)
    O Museu foi inaugurado em 2004 com a função de gerar um maior reconhecimento e preservar o patrimônio cultural africano e afro-brasileiro. O espaço sempre conta com exposições ancoradas nos eixos da arte, da história e da memória. O lugar é ideal para ter uma maior consciência da influência negra na construção da sociedade brasileira, seja na cultura, na religião, no trabalho e artes.

    02. QUILOMBO DA RASA (RIO DE JANEIRO)
    O quilombo foi reconhecido em 2005 pelo INCRA e pela Fundação Palmares. O local fica próximo a Búzios e cerca de 180 Km da cidade do Rio de Janeiro e originou-se da antiga Fazenda Campos Novos. Lá é possível encontrar descendentes de povos africanos escravizados e, apesar do forte processo de descaracterização que os povos africanos sofreram ao longo dos séculos, com o forte processo de evangelização na década de 50 do século passado, a comunidade manteve fortes traços da cultura original. O local conta com cerca de 800 famílias que guardam as tradições e o clima bucólico que inclui até canoas ancoradas na beira da praia.

    Consciência Negra 03 - Quilombo do Campinho

    Quilombo do Campinho, RJ

    03. QUILOMBO CAMPINHO (RIO DE JANEIRO)
    Localizado próximo a cidade de Paraty, o Quilombo do Campinho da Independência é banhado pelo Rio Carapitanga e fica numa área de 287 hectares, cercado por mata atlântica, cachoeiras, árvores frutíferas e criação de animais. O local é habitado por cerca de 150 famílias que guardam as tradições de seus antepassados. O local está aberto a visitantes e possui uma excelente estrutura para receber o turista. Os moradores locais entenderam a importância de repassar essa cultura de forma turística e hoje é a principal fonte de renda da região. É possível almoçar no restaurante local, visitar as casas de farinha ou ouvir a contação de histórias oferecidas pelos Griôs (pessoas responsáveis por passar a cultura oral da comunidade). Uma excelente oportunidade de conhecer pessoas simples e entender um pouco mais sobre o modo de vida da comunidade.

    04. CAIS DO VALONGO (RIO DE JANEIRO)
    O Cais do Valongo foi um dos locais que mais recebeu negros no Brasil. A região era mais escondida e isso ajudava no tráfico de escravos, já que ficava mais afastado do centro da cidade da época. Em 1831 a área deveria deixar de funcionar como ponto de comercialização de escravos, em função das leis contra a escravidão começaram a se tornar um pouco mais severas. Não foi suficiente, pois as negociações passaram a ser feitas à noite. Já em 1843, na tentativa de esconder essa triste ferida social da imperatriz Tereza Cristina, ele foi soterrado dando espaço ao Cais da Imperatriz. Em 1911, novamente o cais sofre outro aterro, dando lugar à Praça do Comércio. Em 2011, durante um processo de reforma da zona portuária do Rio de Janeiro, descobriu esse único vestígio material da chegada de africanos escravizados nas Américas. A partir daí recebeu o título de patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO em 2017 e está lá, imponente, para nos lembrar o doloroso processo de chegada dos escravos no Brasil.

    Consciência Negra 04 - Praça dos Orixás

    Escultura da Praça dos Orixás

    05. PRAÇA DOS ORIXÁS (DISTRITO FEDERAL)
    Brasília também tem seu monumento recente para lembrar a cultura e a religião de matriz africana. Ao lado do Lago Paranoá, há uma praça chamada Prainha (Praça dos Orixás), onde estão instaladas 16 estátuas de divindades afro-brasileiras, todas criadas pelo artista baiano Tati Moreno. O local tem um histórico de intolerância religiosa praticada por pessoas que não respeitam as religiões de matrizes africanas e está no meio do lago como um ponto de resistência da cultura e da fé. As estátuas são réplicas das que estão instaladas no Dique do Tororó, em Salvador.

    06. CASA DOS CONTOS DE OURO (OURO PRETO)
    A casa já assumiu diferentes funções desde que foi construída entre 1782 e 1787. Já foi sede da Capitania de Minas Gerais, já serviu como esconderijo para membros da Inconfidência Mineira, entre outras coisas. O longo dos anos ela foi sofrendo algumas alterações e restaurações, onde descobriram um chão bem característico das senzalas. Atualmente o local funciona como o museu do garimpo no Século XVII e como o trabalho escravo impactou esse período.

    07. MUSEU DA ABOLIÇÃO (RECIFE)
    O espaço onde atualmente funciona o museu tem uma importância inestimável para a história do Brasil. Situado na cidade de Recife, já funcionou como casa de engenho, teve importância estratégica durante a invasão holandesa, além de figurar em outros momentos históricos. No final da década de 50 houve a ideia de transformá-lo em Museu da Abolição, como uma homenagem aos abolicionistas Joaquim Nabuco e João Alfredo.
    No início dos anos 90 viu seu acervo sofrer um revés, quando o Governo Collor retirou todo o apoio financeiro, chegando a fechar por mais de cinco anos. Atualmente guarda um rico acervo documental acerca do processo de abolição da escravatura.

    Consciência Negra 06 - Cachoeira (por Erick Rabello)

    Cachoeira, BA

    08. CIDADE DE CACHOEIRA (BAHIA)
    Bem, aqui não dá pra destacar apenas uma coisa. A cidade é o grande destaque. Ocupada majoritariamente por afro descendentes, a cidade foi um dos polos econômicos no período em que a escravidão esteve mais forte. É possível sentir a influência da cultura negra em um simples passeio na cidade e observar as casas em estilo barroco do Século XVIII, a cultura local, o samba de roda característico do Recôncavo com seu samba chula, a culinária desenvolvida na cidade com forte acento afro. Não deixe de saborear uma moqueca ou uma maniçoba na beira do Rio Paraguaçu. Visite a Irmandade da Boa Morte, uma confraria de mulheres negras com mais de 50 anos, que são a alma da cidade. Acredite, você sairá encantado como a cidade conseguiu guardar tanto da cultura e assumir isso para o mundo!

    Consciência Negra 08 - Parque Memorial Quilombo dos Palmares

    Parque Memorial Quilombo dos Palmares, AL

    09. UNIÃO DOS PALMARES (ALAGOAS)
    Aqui nasceu o maior quilombo das Américas. Um local de resistência que abrigava escravos que conseguiam fugir das fazendas de todo o Brasil. Não era um caminho fácil chegar até lá, mas no período da escravidão no Brasil o local tornou-se o maior foco de resistência e alguns historiadores a chamam de pequena África. Praticamente uma cidade se desenvolveu aqui e em seu momento mais populoso chegou a ter 30 mil moradores livres. Além dos negros, índios e brancos que entendiam a luta se juntavam para fortalecer o quilombo. Atualmente o local guarda o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, onde recria o ambiente tal qual era na época. Uma viagem pela história de força e resistência do povo negro que nunca foi cativo.

    10. SALVADOR (BAHIA)
    Se você quer se reconectar com suas origens, Salvador é o caminho mais indicado. A cidade foi o primeiro local no Brasil a receber os primeiros negros que desembarcaram forçados levados da África. Alguns costumam chamar a cidade de Meca Negra, um local onde todo negro precisa ir pelo menos uma vez. Se você passar alguns dias na cidade vai entender como a desigualdade ainda existe por lá, mas verá um outro lado que não é comum em outras capitais do Brasil. A população negra aceita suas origens africanas como nenhuma outra. Essa aceitação trouxe um aporte social e cultural carregado de negritude, seja na culinária, na música, na comunicação, nas danças entre outros. Vá na cidade com esse olhar de reconhecer a importância dos negros na formação da sociedade. Visite os museus voltados para a reflexão do povo negro, os blocos afros, os terreiros de candomblé, etc. Não preciso falar que você precisa visitar o Pelourinho, um local onde os negros eram castigados e a cidade conseguiu dar a volta por cima e transformá-lo num lugar de beleza, celebração e reflexão.
    A canção Haiti de Caetano Veloso e Gilberto Gil resume o Pelourinho em poucos versos:

    Consciência Negra 05 - Salvador (por Erick Rabello)

    Salvador, BA

    “Onde os escravos eram castigados
    E hoje um batuque um batuque
    Com a pureza de meninos uniformizados
    De escola secundária em dia de parada

    E a grandeza épica de um povo em formação
    Nos atrai, nos deslumbra e estimula…”

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  • A Bahia foi eleita o melhor estado turísticos do Brasil

    Em matéria publicada no último dia 25 de maio de 2019, o jornalista Roberto de Oliveira, na Folha de São Paulo, não poupou elogios à Bahia, já que através de pesquisa, o estado nordestino foi eleito a melhor opção de viagem dentro do Brasil. Isso se deve, principalmente, à diversidade cultural, natural e histórica que a região conseguiu preservar. Esse carinho que a Bahia recebeu da Folha não foi novo, já que repetiu-se pela segunda vez no ano. Ainda no início de 2019, o The New York Times colocou a cidade de Salvador na lista dos 52 lugares a se visitar no ano de 2019. Já tínhamos publicado algumas matérias sobre os encantos da Bahia em nosso blog, principalmente sobre a capital soteropolitana, onde damos dicas do que fazer, se você é um turista e ainda damos dicas alternativas de programas similares que só os baianos fazem. Confira aqui: depassaporte.com.br/blog/o-que-fazer-em-salvador/
    Outra dica que já tínhamos dado em nosso blog sobre a Bahia foi sobre a região da Chapada Diamantina, onde explicamos ao turista como começar a explorar o imenso oásis natural que fica no coração do Estado. Explicamos como chegar ao local e coisas para não deixar de fazer. Confira aqui: depassaporte.com.br/blog/descubra-os-encantos-da-chapada-diamantina/. Agora confira a matéria publicada na Folha de São Paulo:

    Salvador 02

    Bahia é eleita melhor estado turístico em pesquisa Datafolha; Chapada Diamantina, Porto Seguro e Salvador são destaques

    “Tudo, tudo na Bahia a gente querer bem”, dizem os versos de uma canção de Caetano Veloso. O ilustre filho da terra não poderia ter sido mais preciso, haja vista o fluxo constante de turistas que visitam a região.
    Segundo o Datafolha, o estado continua entre as primeiras opções de viagem dos paulistanos. Com aproximadamente 1.100 km de extensão litorânea e praias para todos os gostos –selvagens, urbanas, sombreadas por mata atlântica, repletas de piscinas naturais–, a Bahia é sempre uma boa pedida.
    Ali a natureza não economizou beleza: que o diga quem já visitou a chapada Diamantina, uma das mais conhecidas formações geográficas desse tipo no país, que fica no coração do estado. São serras, rios e vegetação abundante a encher os olhos de quem busca o contato íntimo com a natureza.
    A capital, Salvador, foi a única cidade brasileira indicada em 2019 como “lugar a conhecer” na aguardada lista publicada pelo jornal The New York Times. Gente do mundo todo quer conhecer esse pedaço do Brasil. Caetano tem mesmo razão: “A Bahia tem um jeito”…

    SALVADOR
    Está em transformação: da orla da Barra ao centro histórico, uma série de iniciativas vem repaginando a capital baiana. O bairro de Santo Antônio Além do Carmo, situado depois da subida da ladeira do Carmo, é um exemplo do que poderia ser feito em toda a região do Pelourinho. Ali, uma sucessão de casarões coloridos vai se desenhando e conduz o visitante num ambiente no qual o presente parece ter feito as pazes com o passado.
    Charmosas pousadas e ateliês de arte dão movimento às ruas de pedra que guardam as lembranças de outros tempos. Não faltam simpáticos cafés e restaurantes, onde se pode comer apreciando uma vista panorâmica da Baía de Todos-os-Santos.
    No Pelourinho, uma das experiências mais ricas e emocionantes é assistir à missa sincrética na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, cuja celebração é feita com instrumentos de origem africana. Depois dela, o passeio pelas ruas de paralelepípedo em meio às fachadas coloniais coloridas ganha ainda mais graça. Os olhos se enchem em meio à atmosfera histórica e à rica mistura de cores, sabores e raças tão cara à Bahia.

    CHAPADA DIAMANTINA
    A mais conhecida entre as chapadas brasileira, Diamantina fica no coração da Bahia. Uma jeito criativo de mergulhar em seus inúmeros encantos é fazer um dos inúmeros trajetos que cortam o vale do Pati.
    Calcula-se que existam cerca de 35 trilhas, abertas desde o século 19 por garimpeiros, caçadores e tropeiros. O trekking no vale do Pati é considerado por guias tanto daqui como de fora como o mais belo do Brasil. O terreno é bem diversificado. Sobe aqui, desce ali. Caminha-se sobre areia, terra e pedras, muitas e variadas.
    Chapada Diamantina, Vale do Capão, Erick Rabello 11Córregos, rios e corredeiras pipocam por todo canto. Bromélias, sempre-vivas, cactos e orquídeas vão colorindo o trajeto. Dona de uma flora riquíssima, a chapada fica em uma região de transição de biomas: abrange áreas de cerrado, caatinga, mata atlântica e campos rupestres. Entre um passo e outro, pausa para apreciar a sinfonia orquestrada pela queda da água e a cantoria de diferentes pássaros.

    LITORAL NORTE
    O estado esbanja diversidade por sua costa. A dica aqui é alugar um carro em Salvador e ir subindo em direção a Sergipe, parando onde lhe der na telha, até alcançar a praia repleta de dunas de Mangue Seco.
    A parte mais conhecida desse trecho é a praia do Forte. Localizada a cerca de 50 km da capital, a praia é oferece boa estruturada, com oferta generosa de pousadas e resorts.
    Com faixa de areia clara, alguns trechos rochosos e muitos coqueiros, a orla do Forte se estende por 14 km. Foi ali que nasceu o Projeto Tamar, que estuda e protege as tartarugas marinhas, animais ameaçados. Assim como o Forte, a praia vizinha, Imbassaí, pertence ao município de Mata de São João.
    Imbassaí, porém, é mais tranquila, ainda preserva alguns trechos da exploração imobiliária nesse trecho da chamada Linha Verde, rodovia que liga o litoral norte da Bahia a Sergipe. Em tupi, Imbassaí quer dizer “caminho do rio”. Boa definição dos índios, porque ali são muitas as passagens encontradas pela natureza para desembocar sua água doce no mar. Ela escorre em cascatas e corredeiras, paralelas às dunas.
    A melhor opção de hospedagem é o gigantesco Grand Palladium Resort & Spa, que ainda conserva um clima de sossego tipicamente baiano.

    LITORAL SUL
    A região consegue ser mais rica na oferta e na diversidade de praias do que o lado norte. Quer agito? Mire para Porto Seguro. Cansou? Atravesse o rio de balsa e siga para Arraial d’Ajuda. Luxo? Trancoso vem na sequência. Se pretende mergulhar num clima de vilinha, a escolhe recai sobre Caraíva. Agora, paraíso, mesmo, você encontra na Ponta do Corumbau, onde um corredor de areia, que pode se estender por mais de 1 km, separa o mar tipo Caribe de um lado do mar com ondas e o Monte Pascoal do outro. E olha que ainda tem as praias cobertas de vegetação de mata atlântica em Itacaré e as piscinas naturais de Taipu de Fora, localizada na península de Maraú.

    COSTA DO CACAU
    Em meio às tentativas de sobrevivência, as florestas de cacau continuam a manchar de verde as margens das rodovias que cortam esse trecho do sul baiano. Viajar pelas estradas da região de Ilhéus é passear por uma grande área circundada de mata atlântica.
    A gente olha dos dois lados do caminho e parece mato puro. Mas o que aquela imensidão verde esconde é o “cacau cabruca”, um sistema de plantio sob a sombra de espécies da mata como pau-brasil, jequitibá e jacarandá. “Cabruca” é uma corruptela de “cabrocar”, ou seja, furar, retirar, abrir.
    As árvores menores foram cortadas para o plantio, preservando as maiores, donas do sombreamento. Foi em Ilhéus que se deu, do fim do século 19 às primeiras décadas do século 20, o período de constituição da economia cacaueira. Agora, o cacau atravessa mais um ciclo; desta vez, voltado para o turismo e o mercado gourmet, com novos subprodutos.
    Ali, nos arredores de Ilhéus, vale a pena passar pela pequenina e simpática Ibirataia, com pouco mais de 15 mil habitantes, onde fica o restaurante Espaço Beija-Flor, que mantém produção orgânica, criadouro de peixes e um menu elaborado com pratos da cozinha brasileira e internacional, sempre com a presença do ingrediente que deu fama à região.
    Que ainda tem as praias cobertas de vegetação de mata atlântica em Itacaré e as piscinas naturais de Taipu de Fora, localizada na península de Maraú, dona de 50 km de litoral, na chamada Costa do Dendê.
    Sim, a Bahia é um país!

    *Matéria publicada originalmente na Folha de São Paulo em 25 de maio de 2019.

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  • O que fazer em Salvador

    Salvador 02

    Vista do Mirante do Elevador Lacerda.

    Salvador é uma terra mágica e como foi a primeira capital do Brasil, ela aguarda um acervo histórico e cultural gigantesco. É possível, por exemplo andar por alguns lugares e acreditar que você está em alguma cidade de Portugal. Em outros momentos você irá se sentir dentro da própria África, já que a cidade preservou muitos aspectos e costumes dos negros que foram levados para a cidade durante o século XVI. A cidade respira essas culturas, seja nas vestimentas, no modo de vida, na arquitetura e no jeito de viver do baiano. Uma vantagem da cidade é que você consegue fazer boa parte das atividades andando pelas ruas, já que muitas atrações estão próximas, geograficamente falando. Pensando nas pessoas que costumam visitar a cidade, separamos uma lista de algumas coisas para fazer em Salvador durante o tempo livre. Ah, e vamos te dar uma alternativa para essas atrações. Alternativas que só um baiano conhece.

    Salvador para turista / Salvador para baianos
    Salvador 11 por Erick Rabello

    Mercado Modelo

    01. VISITAR O MERCADO MODELO
    PARA O TURISTA:
    O Mercado Modelo é um importante centro comercial no centro da cidade. Ele fica de frente para a Baía de Todos os Santos e de costas para o Elevador Lacerda. É o tipo de atração que você deve incluir junto com o roteiro maior, que englobe todo o centro antigo da cidade.
    A cidade, quando começou a surgir, iniciou-se pela mar. O local onde o primeiro prédio foi instalado não é muito distante do prédio atual, mas em 1969, sofreu um incêndio de proporções catastróficas que não permitiu uma reestruturação. O novo prédio fica cerca de 100 metros de onde situava-se o antigo. Tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o prédio abriga mais de 260 lojas com artesanatos, roupas, presentes e lembranças da Bahia. Em seu terraço ele ainda abriga 02 restaurantes tradicionais, onde você pode almoçar um delicioso prato da culinária baiana de frente para o mar. Imperdível!
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Visite a Feira de São Joaquim ainda na cidade baixa. A feira já chegou a ser a maior da América Latina e é um dos principais pontos de abastecimento da cidade. É possível ter uma ideia do microcosmo da cidade. Em geral, fotógrafos fazem costumam se encantar pelo local, em função das cores, das pessoas, da diversidade de produtos. Ela ainda recebe alguns poucos saveiros que chegam da região do Recôncavo trazendo mercadorias, tal qual um século atrás.

    Salvador 01

    Igreja do Bomfim

    02. VISITAR A IGREJA DO BOMFIM
    PARA O TURISTA
    : A igreja fica em uma colina na Península de Itapagipe, Cidade Baixa, uma parte mais no nível do mar e de frente para o centro antigo da cidade. Aqui é possível vislumbrar a beleza de uma das igrejas mais visitadas da cidade e amarrar a tradicional fitinha do Bomfim no gradil fazendo três pedidos. A festa do Bomfim é uma das mais tradicionais da cidade e mistura o sagrado e o profano numa festa que para metade da cidade. Nos arredores é possível visitar outras atrações, como a Praia de Boa Viagem, ou ver o pôr-do-sol na Ponta de Humaitá.
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Visitar a Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho. Ela foi construída por uma irmandade de homens negros no século XVIII e tem missas totalmente diferente das tradicionais igrejas católicas. As missas são cantadas e tocadas com instrumentos de percussão, que em alguns momentos lembram os cantos do Candomblé. Acredite, você verá uma das mais belas missas.

    03. SUBIR O ELEVADOR LACERDA
    Salvador 10 por Erick RabelloPARA O TURISTA:
    Uma construção iniciada em 1869, o Elevador Lacerda foi o primeiro e mais alto elevador do mundo a servir de transporte público. Ele liga a Cidade Alta e a Cidade Baixa, uma divisão feita pelos portugueses e que dá uma beleza única à cidade. Lá de cima será possível ver toda a beleza da Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo e um pôr-do-sol que vai te fazer voltar. Não deixe de experimentar os sorvetes da Sorveteria Cubana, na parte alta do elevador.
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Ao invés de chegar na Cidade Alta de elevador, você pode utilizar os dois Planos Inclinados que ficam próximos. Eles ficam mais escondidos, mas carregam uma nostalgia que só os baianos conhecem. Tem o Plano Inclinado Gonçalves, que liga o bairro do Comércio ao tradicional e bucólico bairro do Santo Antônio Além do Carmo, ou você pode pegar o Plano Inclinado Pilar, que também liga o bairro do Comércio à Praça da Sé. Os planos inclinados faziam o transporte de mercadorias que chegavam no porto para a parte alta da cidade, que era feita em lombo de bois e cavalos ou nas costas de escravos. Os planos são pequenos bondes ligado por um cabo e que transportam apenas passageiros. Uma beleza incomparável que não se vê em outras capitais do país.

    Salvador 02 por Erick Rabello - Copia

    Praia de São Tomé de Paripe

    04.TOMAR UM BANHO NA PRAIAS DO PORTO E DO FAROL DA BARRA
    PARA O TURISTA:
    As duas praias ficam no bairro da Barra e são pontos essenciais a se visitar em passagem pela cidade. A praia do Porto da Barra fica entre dois fortes históricos, o de Santa Maria e o Forte São Diogo. Trata-se de uma pequena faixa de areia, banhado pelas águas mornas da Baía de Todos os Santos. Uma das praias mais disputadas da cidade, mas se puder e o tempo estiver mais quente, tome um banho à noite.
    A praia do Farol da Barra já é em mar aberto, logo as ondas são amis forte, mas você poderá ter um ótimo dia nela e, ao entardecer, ainda poderá ver o pôr-do-sol atrás do Forte de Santo Antônio (Farol da Barra). Programa imperdível!
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Fugir um pouco da praias badaladas da cidade e visitar a Praia de São Tomé de Paripe. A orla é bem organizada, mas fica um pouco afastada do centro. As águas são calmas, a comida é boa e mais barata e você ainda terá a sorte de ver o sol se pôr no mar. Ela fica ao lado da base da Marinha brasileira onde os presidentes costumam descansar.

    Salvador 09 por Erick Rabello

    Pelourinho

    05. TIRAR UM DIA PARA VISITAR O PELOURINHO
    PARA O TURISTA:
    Visitar o Pelourinho e o Centro Histórico é uma obrigação de qualquer turista que passe pela cidade. Um conjunto arquitetônico tombado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e que carrega a história do Brasil em cada pedra que você pisar. A Praça era um local onde os escravos eram castigados, mas a Bahia deu a volta por cima e transformou o local num dos pontos mais bonitos da cidade. Engloba várias praças, museus, ruas, bares e um conjunto arquitetônico que te deixará embasbacado. Anote alguns pontos que você precisa ir: a Catedral Basílica de Salvador; a igreja e o convento da Ordem Terceira de São Francisco, Igreja de São Pedro dos Clérigos; Museu Afro; Fundação Casa de Jorge Amado; Museu de Arqueologia e Etnologia; Museu do Carnaval; os Largos Tereza Batista, Quincas Berro D’água e Pedro Arcanjo; Solar Ferrão; Museu de Gastronomia Baiana; Museu Tempostal, Museu Casa do Benin… Ufa! Cansei! Mas tire um dia só para ficar no Pelourinho, e apreciar as belezas, a musicalidade e o modo de vida do local.
    ALTERNATIVA PARA BAIANO: Desça a ladeira do Pelourinho e suba a ladeira em frente. No meio do caminho, você encontrará a Escadaria do Paço, o local onde foi gravado o filme “O Pagador de Promessas” e subindo um pouco mais você encontrará o bairro do Santo Antônio Além do Carmo, um bairro tradicional e que ainda abriga inúmeros casarões coloniais, convento, igreja e um ar de cidade do interior. Acredite, você esquecerá que está no centro da cidade. Na praça principal do bairro você ainda encontrará aquela cena típica de pequena com coreto, crianças brincando e um muro que dá de frete para a Baía de Todos os Santos. Ah, e não deixe de visitar o Museu da Capoeira que fica instalado num forte.

    Salvador 01 por Erick Rabello

    Solar do Unhão

    06. VISITAR O SOLAR DO UNHÃO
    PARA O TURISTA:
    Visitar o Solar do Unhão, na Avenida Contorno. Um local que já foi sede de uma fazenda de açúcar e que já abrigou um dos homens mais ricos da época das capitanias. É possível encontrar chafariz, senzala, carros de boi, moendas, uma capela e os casarões centenários. Atualmente abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia e uma programação cultural agitada. Aos sábados, por exemplo, é possível ouvir um jazz na beira da Baía.
    Outro ponto que é muito fotografado e que é possível ver do pátio do Solar é a comunidade da Gamboa. Algumas pessoas costumam dizer que é a Grécia de Salvador, já que as casas construídas num morro, formam um lindo conjunto visual.
    ALTERNATIVA PARA BAIANO: Visitar a Casa do Rio Vermelho no bairro de mesmo nome. A casa foi de propriedade dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai. É possível mergulhar na vida da família e da casa, já que foi tudo preservado pela família. Está tudo lá, os discos, os livros, as estantes, as obras, os móveis, a cozinha… por um momento você irá se sentir amigo dos falecidos escritores e tomando um chá da tarde com eles.

    Salvador 07 por Erick Rabello

    Fitas do Bomfim

    BÔNUS
    01. Visitar o bairro mais negro do Brasil, a Liberdade, e conhecer o Ilê Aiyê;
    02. Visitar a Praia do Buracão, no bairro do Rio Vermelho;
    03. Comer um acarajé no bairro de Itapuã e de quebra visitar o farol;
    04. Pegar o trem na Calçada, descer na estação do Bairro de Plataforma e atravessar de barco para o bairro da Ribeira;
    05. Visitar o Parque da Cidade;
    06. Sentar à noite nos bares do Rio Vermelho e também comer um acarajé, ou um abará;
    07. Conhecer os bares da Cruz do Pascoal;
    08. Passear pela centenária Avenida 7 de Setembro e observar seus casarões e suas lojas;
    09. Conhecer o bairro do 2 de Julho, um outro bairro tradicional escondido no centro da cidade.

    Salvador tem muitas opções de passeios e atrações para fazer tanto no período do dia, quanto no período da noite. Ficam apenas algumas opções do mar de possibilidade que a cidade oferece. A agência de turismo De Passaporte preparou algumas campanhas para que você possa comprar passagens aéreas com descontos exclusivos e hospedagens com tarifas reduzidas. Acesse o site e prepare sua programação: depassaporte.com.br/lazer

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  • Dica de Viagem: Salvador

    Conhece Salvador, a primeira capital do Brasil?

    Com belíssimas praias o litoral de Salvador é de encher os olhos. A região metropolitana também possui ótimos locais para esse segmento, em Lauro de Freitas, Arembepe e Camaçari.

    O Mercado Modelo, Pelourinho e Elevador Lacerda carregam nas suas estruturas a não só a história da região, como a do Brasil. A Igreja do Senhor do Bonfim de grande importância cultural se torna um atrativo enorme, o local possui grande carga de tradição local e acolhimento para com turistas.

    Salvador possui inúmeras praias, lindos pontos turísticos, incrível arquitetura e exuberante receptividade, e olha que essas não é são a melhor parte, quer saber qual é? É que com a De Passaporte você tem ofertas exclusivas para visitar esse paraíso.

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