• Dia da Consciência Negra numa viagem pelo Brasil

    Consciência Negra 01
    Desde a década de 70, o mês de novembro começou a ganhar contornos sociais voltados para a causa negra no Brasil. Para ser mais específico, era o 20 de novembro que marcava ainda mais esse dia, reconhecido posteriormente como o Dia da Consciência Negra. O 20 de novembro marca a emboscada e morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros na luta contra o sistema escravocrata. Zumbi foi morto em 1695 pelas tropas coloniais, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares. Ele conseguiu organizar o maior território de resistência na Serra da Barriga em Alagoas e que durou cerca de 100 anos. Em seu auge populacional o quilombo chegou a ter de 25 a 30 mil negros livres.
    A data foi institucionalizada em 2003 como o Dia da Consciência Negra e entrou no calendário escolar de todo o país. Em 2011 a então Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, oficializou a data como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Muitos questionam a existência da data, mas vale lembrar que o 13 de maio marca apenas a abolição da escravatura e as diversas entidades que lutam pela causa nunca sentiram que a data era conveniente para expressar todos os anseios da comunidade negra em todo o país.  A data, entre tantas outras coisas, desperta a discussão sobre racismo, discriminação racial, igualdade social, inclusão de negros na sociedade e cultura afro. Um período em que fóruns, debates e atividades se intensificam em todo o país e assuntos relacionados são amplamente discutidos.

    10 Lugares marcados pela cultura negra no Brasil

    01. MUSEU AFRO BRASIL (SÃO PAULO)
    O Museu foi inaugurado em 2004 com a função de gerar um maior reconhecimento e preservar o patrimônio cultural africano e afro-brasileiro. O espaço sempre conta com exposições ancoradas nos eixos da arte, da história e da memória. O lugar é ideal para ter uma maior consciência da influência negra na construção da sociedade brasileira, seja na cultura, na religião, no trabalho e artes.

    02. QUILOMBO DA RASA (RIO DE JANEIRO)
    O quilombo foi reconhecido em 2005 pelo INCRA e pela Fundação Palmares. O local fica próximo a Búzios e cerca de 180 Km da cidade do Rio de Janeiro e originou-se da antiga Fazenda Campos Novos. Lá é possível encontrar descendentes de povos africanos escravizados e, apesar do forte processo de descaracterização que os povos africanos sofreram ao longo dos séculos, com o forte processo de evangelização na década de 50 do século passado, a comunidade manteve fortes traços da cultura original. O local conta com cerca de 800 famílias que guardam as tradições e o clima bucólico que inclui até canoas ancoradas na beira da praia.

    Consciência Negra 03 - Quilombo do Campinho

    Quilombo do Campinho, RJ

    03. QUILOMBO CAMPINHO (RIO DE JANEIRO)
    Localizado próximo a cidade de Paraty, o Quilombo do Campinho da Independência é banhado pelo Rio Carapitanga e fica numa área de 287 hectares, cercado por mata atlântica, cachoeiras, árvores frutíferas e criação de animais. O local é habitado por cerca de 150 famílias que guardam as tradições de seus antepassados. O local está aberto a visitantes e possui uma excelente estrutura para receber o turista. Os moradores locais entenderam a importância de repassar essa cultura de forma turística e hoje é a principal fonte de renda da região. É possível almoçar no restaurante local, visitar as casas de farinha ou ouvir a contação de histórias oferecidas pelos Griôs (pessoas responsáveis por passar a cultura oral da comunidade). Uma excelente oportunidade de conhecer pessoas simples e entender um pouco mais sobre o modo de vida da comunidade.

    04. CAIS DO VALONGO (RIO DE JANEIRO)
    O Cais do Valongo foi um dos locais que mais recebeu negros no Brasil. A região era mais escondida e isso ajudava no tráfico de escravos, já que ficava mais afastado do centro da cidade da época. Em 1831 a área deveria deixar de funcionar como ponto de comercialização de escravos, em função das leis contra a escravidão começaram a se tornar um pouco mais severas. Não foi suficiente, pois as negociações passaram a ser feitas à noite. Já em 1843, na tentativa de esconder essa triste ferida social da imperatriz Tereza Cristina, ele foi soterrado dando espaço ao Cais da Imperatriz. Em 1911, novamente o cais sofre outro aterro, dando lugar à Praça do Comércio. Em 2011, durante um processo de reforma da zona portuária do Rio de Janeiro, descobriu esse único vestígio material da chegada de africanos escravizados nas Américas. A partir daí recebeu o título de patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO em 2017 e está lá, imponente, para nos lembrar o doloroso processo de chegada dos escravos no Brasil.

    Consciência Negra 04 - Praça dos Orixás

    Escultura da Praça dos Orixás

    05. PRAÇA DOS ORIXÁS (DISTRITO FEDERAL)
    Brasília também tem seu monumento recente para lembrar a cultura e a religião de matriz africana. Ao lado do Lago Paranoá, há uma praça chamada Prainha (Praça dos Orixás), onde estão instaladas 16 estátuas de divindades afro-brasileiras, todas criadas pelo artista baiano Tati Moreno. O local tem um histórico de intolerância religiosa praticada por pessoas que não respeitam as religiões de matrizes africanas e está no meio do lago como um ponto de resistência da cultura e da fé. As estátuas são réplicas das que estão instaladas no Dique do Tororó, em Salvador.

    06. CASA DOS CONTOS DE OURO (OURO PRETO)
    A casa já assumiu diferentes funções desde que foi construída entre 1782 e 1787. Já foi sede da Capitania de Minas Gerais, já serviu como esconderijo para membros da Inconfidência Mineira, entre outras coisas. O longo dos anos ela foi sofrendo algumas alterações e restaurações, onde descobriram um chão bem característico das senzalas. Atualmente o local funciona como o museu do garimpo no Século XVII e como o trabalho escravo impactou esse período.

    07. MUSEU DA ABOLIÇÃO (RECIFE)
    O espaço onde atualmente funciona o museu tem uma importância inestimável para a história do Brasil. Situado na cidade de Recife, já funcionou como casa de engenho, teve importância estratégica durante a invasão holandesa, além de figurar em outros momentos históricos. No final da década de 50 houve a ideia de transformá-lo em Museu da Abolição, como uma homenagem aos abolicionistas Joaquim Nabuco e João Alfredo.
    No início dos anos 90 viu seu acervo sofrer um revés, quando o Governo Collor retirou todo o apoio financeiro, chegando a fechar por mais de cinco anos. Atualmente guarda um rico acervo documental acerca do processo de abolição da escravatura.

    Consciência Negra 06 - Cachoeira (por Erick Rabello)

    Cachoeira, BA

    08. CIDADE DE CACHOEIRA (BAHIA)
    Bem, aqui não dá pra destacar apenas uma coisa. A cidade é o grande destaque. Ocupada majoritariamente por afro descendentes, a cidade foi um dos polos econômicos no período em que a escravidão esteve mais forte. É possível sentir a influência da cultura negra em um simples passeio na cidade e observar as casas em estilo barroco do Século XVIII, a cultura local, o samba de roda característico do Recôncavo com seu samba chula, a culinária desenvolvida na cidade com forte acento afro. Não deixe de saborear uma moqueca ou uma maniçoba na beira do Rio Paraguaçu. Visite a Irmandade da Boa Morte, uma confraria de mulheres negras com mais de 50 anos, que são a alma da cidade. Acredite, você sairá encantado como a cidade conseguiu guardar tanto da cultura e assumir isso para o mundo!

    Consciência Negra 08 - Parque Memorial Quilombo dos Palmares

    Parque Memorial Quilombo dos Palmares, AL

    09. UNIÃO DOS PALMARES (ALAGOAS)
    Aqui nasceu o maior quilombo das Américas. Um local de resistência que abrigava escravos que conseguiam fugir das fazendas de todo o Brasil. Não era um caminho fácil chegar até lá, mas no período da escravidão no Brasil o local tornou-se o maior foco de resistência e alguns historiadores a chamam de pequena África. Praticamente uma cidade se desenvolveu aqui e em seu momento mais populoso chegou a ter 30 mil moradores livres. Além dos negros, índios e brancos que entendiam a luta se juntavam para fortalecer o quilombo. Atualmente o local guarda o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, onde recria o ambiente tal qual era na época. Uma viagem pela história de força e resistência do povo negro que nunca foi cativo.

    10. SALVADOR (BAHIA)
    Se você quer se reconectar com suas origens, Salvador é o caminho mais indicado. A cidade foi o primeiro local no Brasil a receber os primeiros negros que desembarcaram forçados levados da África. Alguns costumam chamar a cidade de Meca Negra, um local onde todo negro precisa ir pelo menos uma vez. Se você passar alguns dias na cidade vai entender como a desigualdade ainda existe por lá, mas verá um outro lado que não é comum em outras capitais do Brasil. A população negra aceita suas origens africanas como nenhuma outra. Essa aceitação trouxe um aporte social e cultural carregado de negritude, seja na culinária, na música, na comunicação, nas danças entre outros. Vá na cidade com esse olhar de reconhecer a importância dos negros na formação da sociedade. Visite os museus voltados para a reflexão do povo negro, os blocos afros, os terreiros de candomblé, etc. Não preciso falar que você precisa visitar o Pelourinho, um local onde os negros eram castigados e a cidade conseguiu dar a volta por cima e transformá-lo num lugar de beleza, celebração e reflexão.
    A canção Haiti de Caetano Veloso e Gilberto Gil resume o Pelourinho em poucos versos:

    Consciência Negra 05 - Salvador (por Erick Rabello)

    Salvador, BA

    “Onde os escravos eram castigados
    E hoje um batuque um batuque
    Com a pureza de meninos uniformizados
    De escola secundária em dia de parada

    E a grandeza épica de um povo em formação
    Nos atrai, nos deslumbra e estimula…”

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  • Visite as cidades relacionadas com a Independência do Brasil

    Indepedência do Brasil 01
    O mês de setembro marca o período de independência do Brasil de Portugal. No dia 07 do mês, as ruas das principais cidades do país são tomadas por desfiles cívicos e militares. Com o fim da guerra na Europa e a consequente derrota de Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa partiu do Brasil ruma ao seu país natal, mas antes de partir definitivamente, Dom João VI sabia que o processo de separação do Brasil de Portugal seria inevitável. Alguns historiadores apontam que D. João avisou ao filho D. Pedro I que se a independência não pudesse mais ser suprimida, que ao menos isso ficasse entre a família. Como sabemos, foi D. Pedro I quem proclamou a independência do Brasil.
    Bem, nossa intenção aqui não é explicar detalhadamente o processo de independência do Brasil, até porque o 7 de setembro é apenas uma data simbólica, já que antes do suposto grito às margens do Rio Ipiranga, muitas revoltas surgiram em períodos anteriores ao acontecimento. Dentre essas revoltas, duas se destacam pela importância histórica que ganharam ao longo dos anos. A Inconfidência Mineira, que logo foi suprimida antes mesmo de ser deflagrada e sofreu severas punições da coroa portuguesa em 1789. Nove anos depois, já em 1798, surge a Conjuração Baiana, com mesmo teor separatista, mas que contava com forte apoio popular que incluía escravos, comerciantes e pessoas do povo. O movimento também foi sufocado pela coroa portuguesa e punido de maneira muito violenta. É possível, por exemplo, andar pelas ruas de Salvador que ainda guardam traços desses acontecimentos como a Rua da Forca e a Praça da Piedade, ambas no Centro Antigo da cidade.
    Apesar do 7 de setembro ser a data comemorada em todo o Brasil, a Independência não se deu de forma tão pacífica como a maioria dos livros de História contam. No Nordeste do país a independência veio bem depois, já que as tropas portuguesas tomaram algumas cidades do Nordeste e principalmente a Bahia como ponto de resistência para uma possível retomada do poder por parte de Portugal. Tanto que o 7 de setembro na Bahia não é comemorado com tanto empenho como o 2 de julho. De 1822 até 2 de julho de 1823, Salvador e algumas cidades do Recôncavo Baiano travaram inúmeras batalhas e só assim os Portugueses foram “expulsos” definitivamente, tornando o Brasil independente de Portugal.
    Entre as principais cidades que guardam a riqueza histórica e cultural dessa época, podemos destacar Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Salvador, Cachoeira e Itaparica na Bahia. Já pensou em conhecer os principais locais que estão ligados intimamente com esse período do Brasil?

    Indepedência do Brasil 02

    Paço Imperial, RJ

    RIO DE JANEIRO – RJ
    O Rio de Janeiro era a capital do Reino Unido de Portugal e Algarves, posição ocupada após a vinda da família real. Com isso, o Brasil tinha deixado de ser apenas uma colônia de Portugal. Foram inúmeras modificações estruturais, políticas e culturais na vida da cidade e com isso é possível encontrar inúmeros prédios históricos na cidade que conversam diretamente com a Independência do Brasil. Alguns locais para conhecer na cidade:
    01. O Paço Imperial, que está localizado nas imediações da Praça XV. O prédio colonial serviu como sede do reinado e do império brasileiro e em 1938 foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O prédio é exuberante e desde 1985 abriga um centro cultural, uma cafeteria e uma livraria com um excelente acervo;
    02. O Cais do Valongo é uma redescoberta recente. Em 2011, durante o processo de reforma da região do porto encontraram esse tesouro da nossa
    história. O cais funcionou como uma das principais estradas de escravos no Brasil. Atualmente o espaço foi tombado como Patrimônio Histórico pela UNESCO. Vale muito a visita;
    03. A Quinta da Boa Vista é outro local importante dentro desse período do Brasil. Mudou de nome algumas vezes e abrigou a família real portuguesa. Serviu como sede de governo no período imperial. O Palácio em estilo neoclássico ainda abriga o jardim zoológico da cidade e o Museu Nacional. A cidade ainda oferece uma gama enorme de locais que te farão reviver um pouco da História do Brasil.

    SÃO PAULO – SP
    Bem, São Paulo também guarda um enorme acervo histórico desse período colonial do Brasil. Era para essa cidade que D. Pedro I estava se dirigindo, quando declarou a independência do Brasil. A cidade estava sofrendo alguns rumores de revoltas e D. Pedro I fazia essa viagem com o intuito de acalmar os ânimos. Hoje é possível fazer esse roteiro Rio de Janeiro-São Paulo com todo o conforto e reviver parte de nossa história, sem passar pelos apertos que a comitiva real passou. Veja alguns locais que poderão ser visitados nesse trajeto:

    CIDADES / EXUMACAO CORPOS D PEDRO I/ DATA:26/02/2013 Cripta no Museu do Ipiranga onde estao os restos mortais do Imperador D Pedro I e suas esposas Dona Leopoldina e Dona Amelia. Foto: Zé Carlos Barretta / Hype

    Monumento da Independência, SP

    01. O Parque da Independência abriga pelo menos duas atrações que não podem deixar de serem visitadas: o Monumento da Independência, também conhecido como Altar da Pátria, indica o local exato onde o suporto grito de independência teria ocorrido. A escultura monumental foi construída apenas em 1926 pelo artista Ettore Ximenes em parceria com o arquiteto Manfredo Manfredi. Na cripta acoplada a uma das principais estátuas encontram-se os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e da Imperatriz Amélia. O parque ainda conta com uma extensa área verde, o Museu do Ipiranga e a Casa do Grito, com acervos capazes de aprofundar o entendimento sobre esse período do Brasil;
    02. A Praça Patriarca pode não parecer ter muita relação com a história da independência. Ela fica próxima ao Viaduto do Chá e leva o nome de José Bonifácio de Andrade e Silva, uma das principais mentes por trás do processo de independência. Desde 1972 a praça ganhou uma estátua de bronze do José Bonifácio feita por Ceschiatti, o mesmo que esculpiu os anjos da Capela de Brasília;
    03. O Solar da Marquesa de Santos é hoje a sede do Museu da Cidade de São Paulo. Ele pertenceu a Maria Domitila, um dos muitos e principais casos extraconjugais de D. Pedro I. Na época da independência, ele já se relacionava com ela e durante o período que estiveram juntos, ele deu inúmeros presente à amada, assim como essa casa, que pertenceu a ela entre 1834 e 1867 e abrigou inúmeras festas luxuosas da sociedade paulistana da época. Ele inclusive deu o título de Marquesa de Santos a Domitila. É possível encontrar aqui um enorme acervo sobre a trajetória da cidade de São Paulo. Existem outros locais que podem ser visitados na cidade e que poderão enriquecer ainda mais essa experiência histórica.

    Indepedência do Brasil 12

    Panteão de Pirajá, Salvador, BA

    SALVADOR – BA
    Após a declaração de independência, os Portugueses viram na Bahia o ponto necessário para retomar o domínio português sobre o Brasil. Como a cidade de Salvador tinha sido a primeira capital e o local por onde a processo de exploração, ocupação e colonização haviam começado, as forças portuguesas concentraram todos os seus esforços em retomar a cidade. A Bahia foi palco de inúmeras batalhas após o 7 de setembro e a real independência só veio em julho de 1823. As ruas do centro antigo ainda guardam a história viva desse período. A cidade ainda guarda alguns fortes bem conservados e outros que precisam de uma revitalização urgente! Além disso, o casario colonial e os inúmeros prédios históricos fazem da cidade um museu à céu aberto. Entre tantos locais, separamos 03 que você precisa conhecer:
    01. O Panteão de Pirajá ou Panteão ao General Labatut fica no bairro de Pirajá, um dos locais onde houve uma das principais batalhas da independência. O povo soteropolitano precisou fugir das tropas portuguesas e refugiarem-se nas cidades do Recôncavo Baiano, entre elas a cidade de Cachoeira. As forças brasileiras começaram a se fortalecer e sob o comando do General Labatut, quando finalmente invadiram a cidade de Salvador. Quando chegavam em Pirajá as tropas brasileiras viram que as tropas portuguesas eram maiores e a ordem era bater em retirada. Por erro ou não, ao invés do sinalizador tocar a música de retirada, tocou a música de avançar da tropa. As tropas portuguesas ficaram temerosas e começaram a recuar. A batalha foi uma verdadeira carnificina e os brasileiros saíram vitoriosos. O Panteão foi construído em estilo neoclássico para homenagear essa batalha e guarda em seu interior os restos mortais do General Labatut e de outros heróis da guerra da independência. A festa da independência é comemorada em 2 de julho e parte desse ponto para os outros locais da cidade;

    Indepedência do Brasil 13

    Largo da Soledade, Salvador, BA

    02. O Praça da Lapinha e o Largo da Soledade são dois espaços importantes na cidade de Salvador onde a independência do Brasil é lembrada. O Largo da Lapinha possui uma casa onde é guardada a carruagem que leva os símbolos da independência para o desfile. Além disso o largo guarda a Igreja da Lapinha, construída em estilo mourisco em 1771. O outro largo, o da Soledade, guarda uma estátua de uma das heroínas da independência, Maria Quitéria. Conta-se que ela usou um disfarce de homem e se alistou em Cachoeira para lutar. Só foi descoberta quando já estava em campo de batalha, mas lhe foi permitida a permanência.

    03. O Praça 2 de Julho, mais conhecido como Praça do Campo Grande, guarda outras homenagens às figuras históricas da luta da independência. É uma das principais praças de Salvador e é capaz de fazer o turista se encantar pela história de seu país. Até porque muitos brasileiros nem sabem que houve tantas batalhas após o 7 de setembro. Os monumentos que ficam no meio da praça lembram todas as figuras importantes que participaram. Inclusive figuras do povo que foram de extrema importância para chegarmos até aqui. Além da Praça do Campo Grande você poderá visitar outros monumentos importantes bem próximos, entre eles o Forte de São Pedro, onde as forças rebeldes se reuniram para traçar o plano de resistência. Por sinal, há uma avenida em Salvador com o nome de 7 de Setembro, que vai da Praça Castro Alves ao Farol da Barra. Já viu que o caminho é recheado de atrações, não é?

    Indepedência do Brasil 15

    Forte de São Lourenço, Itaparica, BA.

    ILHA DE ITAPARICA – BA
    A Ilha de Itaparica, além das belezas naturais ainda guarda um verdadeiro museu histórico. Ela fica no centro da Baía de Todos os Santos, então as tropas da marinha portuguesa chegaram a saquear o local em uma ocasião, já que além e água potável, a ilha tinha criações de animais e cultivo de frutas e verduras para abastecimento de Salvador. Aqui toda a população se envolveu na guerra pela independência e algumas figuras ganham destaque no imaginário popular. Uma delas é a figura de Maria Felipa, que reuniu um grupo de mulheres e quando as tropas portuguesas desembarcaram elas deram uma surra de cansanção – uma planta típica da região e que deixa a pele com sensação de queimação.
    A cidade possui uma fortificação, o Forte de São Lourenço, construído pelos holandeses e tomado pelos portugueses. Durante as batalhas pela independência o forte teve uma importância estratégica, já que a ilha impedia que muitas embarcações conseguissem entrar na Baía de Todos os Santos e assim chegar a Salvador. Conta-se que a população cavava trincheiras na praia e emboscava os soldados portugueses com foice, facão e o que mais fosse possível utilizar como arma. Os casarões coloniais, o forte, os canhões centenários espalhados pela cidade e as ruas de pedras fazem parte disso. Se estiver em Salvador, não deixe de visitar também a ilha e completar esse roteiro.

    Indepedência do Brasil 17

    Entrada da Cidade de Cachoeira, BA

    CACHOEIRA – BA
    Situada cerca de 120 Km de Salvador e uma das cidades mais importantes no processo de independência, Cachoeira carrega o título de “Cidade heróica”. A cidade funcionou como ponto estratégico para as pessoas que fugiram de Salvador, após o domínio das tropas lusitanas. Ainda em 1822, antes mesmo da proclamação da república, D. Pedro I reuniu-se na cidade para traçar os planos para a independência do Brasil.
    Após ser bombardeada em 1823 pelas tropas portuguesas, todo o povo da cidade que incluía comerciantes, senhores de engenhos e escravos entraram na luta armada. A cidade atraiu pessoas de todo a Bahia que se alistavam para entrar na luta e com isso conseguiu reunir um exército de 13 mil soldados, entre elas, Maria Quitéria, que citamos anteriormente.
    A derradeira batalha na cidade durou 3 dias e os brasileiros finalmente conseguiram expulsar os portugueses. As tropas brasileiras saíram de Cachoeira em direção a Salvador, quando finalmente expulsam de vez as tropas portuguesas na Batalha de Pirajá.
    A cidade guarda um imenso tesouro arquitetônico e cultural e ao longo dos anos tornou-se um dos maiores polos de cultura da Bahia. Visando reconhecer essa importância histórica, desde 2007 que a capital da Bahia é transferida para Cachoeira entre os dias 25 de junho e 02 de julho, quando efetivamente a comemoração da independência ganha toda  pompa que o 7 de setembro não tem, pelo menos na Bahia.
    Não deixe de visitar a cidade com o olhar histórico. A história está presente em cada rua, em cada praça, em cada canhão espalhado pela cidade e pelas casas coloniais.

    Pensando nesse período em que o Brasil mergulha na festa da independência, a De Passaporte resolveu dar algumas dicas de cidades onde você poderá encontrar fortes traços históricos relacionados ao período. Mergulhe na história do seu país fazendo viagens com um olhar mais histórico. Visite os museus de cada cidade que passar. Você pode acessar nosso hotsite e fazer uma pesquisa de passagens aéreas e hospedagens com tarifas reduzidas: depassaporte.com.br/lazer

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