• Revista americana destaca Salvador como polo turístico

    Férias de Julho 09 - Salvador
    A revista americana Condé Nast Traveller, especializada em viagens ao redor do mundo, colocou a cidade de Salvador entre os principais destinos para curtir as férias em 2020. A publicação ressaltou os pontos positivos da cidade e como ela conseguiu unir o velho e o novo, conservando seu passado colonial expresso na arquitetura do centro antigo da cidade.

    A Condé Nast Traveller se apaixonou pela Bahia

    A publicação ainda explica para o leitor a divisão da cidade em Alta e Baixa, o que é um charme que poucas cidades brasileiras possuem. Destacou o
    Salvador 11 por Erick Rabello atual metrô da cidade, que ganhou prêmios de arquitetura pelo mundo pela sua beleza estética e funcionalidade das estações. Além disso, a publicação cita que o metrô consegue ligar o aeroporto ao centro antigo, de forma que o turista consegue se divertir pagando um preço justo.
    Outro ponto de destaque para a revista é a rede hoteleira, com destaque para o Hotel Fasano, que funciona no antigo prédio do Jornal A Tarde e retoma a “Art Deco” e tem pouco tempo de inauguração; e o Hotel do Convento do Carmo, todo em estilo colonial, num dos bairros mais charmosos da cidade, que já serviu de locação até para novela.

    O sol e as praias são os grandes destaques para a revista, bem como o carnaval e a capacidade dos baianos em promover grandes festas e ainda manter o ritmo frenético da cidade.
    Contando com uma pequena assessoria de Wilbert Das, um diretor criativo que foi para a cidade para organizar uma casa de férias e acabou se apaixonado pela cidade e sua cultura, a revista pede conselhos de locais e algumas dicas para se proteger no centro da cidade. Parabéns povo de Salvador!

    Leia mais sobre a matéria aqui: cntraveller.com/article/insider-tips-salvador

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  • Visite as cidades relacionadas com a Independência do Brasil

    Indepedência do Brasil 01
    O mês de setembro marca o período de independência do Brasil de Portugal. No dia 07 do mês, as ruas das principais cidades do país são tomadas por desfiles cívicos e militares. Com o fim da guerra na Europa e a consequente derrota de Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa partiu do Brasil ruma ao seu país natal, mas antes de partir definitivamente, Dom João VI sabia que o processo de separação do Brasil de Portugal seria inevitável. Alguns historiadores apontam que D. João avisou ao filho D. Pedro I que se a independência não pudesse mais ser suprimida, que ao menos isso ficasse entre a família. Como sabemos, foi D. Pedro I quem proclamou a independência do Brasil.
    Bem, nossa intenção aqui não é explicar detalhadamente o processo de independência do Brasil, até porque o 7 de setembro é apenas uma data simbólica, já que antes do suposto grito às margens do Rio Ipiranga, muitas revoltas surgiram em períodos anteriores ao acontecimento. Dentre essas revoltas, duas se destacam pela importância histórica que ganharam ao longo dos anos. A Inconfidência Mineira, que logo foi suprimida antes mesmo de ser deflagrada e sofreu severas punições da coroa portuguesa em 1789. Nove anos depois, já em 1798, surge a Conjuração Baiana, com mesmo teor separatista, mas que contava com forte apoio popular que incluía escravos, comerciantes e pessoas do povo. O movimento também foi sufocado pela coroa portuguesa e punido de maneira muito violenta. É possível, por exemplo, andar pelas ruas de Salvador que ainda guardam traços desses acontecimentos como a Rua da Forca e a Praça da Piedade, ambas no Centro Antigo da cidade.
    Apesar do 7 de setembro ser a data comemorada em todo o Brasil, a Independência não se deu de forma tão pacífica como a maioria dos livros de História contam. No Nordeste do país a independência veio bem depois, já que as tropas portuguesas tomaram algumas cidades do Nordeste e principalmente a Bahia como ponto de resistência para uma possível retomada do poder por parte de Portugal. Tanto que o 7 de setembro na Bahia não é comemorado com tanto empenho como o 2 de julho. De 1822 até 2 de julho de 1823, Salvador e algumas cidades do Recôncavo Baiano travaram inúmeras batalhas e só assim os Portugueses foram “expulsos” definitivamente, tornando o Brasil independente de Portugal.
    Entre as principais cidades que guardam a riqueza histórica e cultural dessa época, podemos destacar Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Salvador, Cachoeira e Itaparica na Bahia. Já pensou em conhecer os principais locais que estão ligados intimamente com esse período do Brasil?

    Indepedência do Brasil 02

    Paço Imperial, RJ

    RIO DE JANEIRO – RJ
    O Rio de Janeiro era a capital do Reino Unido de Portugal e Algarves, posição ocupada após a vinda da família real. Com isso, o Brasil tinha deixado de ser apenas uma colônia de Portugal. Foram inúmeras modificações estruturais, políticas e culturais na vida da cidade e com isso é possível encontrar inúmeros prédios históricos na cidade que conversam diretamente com a Independência do Brasil. Alguns locais para conhecer na cidade:
    01. O Paço Imperial, que está localizado nas imediações da Praça XV. O prédio colonial serviu como sede do reinado e do império brasileiro e em 1938 foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O prédio é exuberante e desde 1985 abriga um centro cultural, uma cafeteria e uma livraria com um excelente acervo;
    02. O Cais do Valongo é uma redescoberta recente. Em 2011, durante o processo de reforma da região do porto encontraram esse tesouro da nossa
    história. O cais funcionou como uma das principais estradas de escravos no Brasil. Atualmente o espaço foi tombado como Patrimônio Histórico pela UNESCO. Vale muito a visita;
    03. A Quinta da Boa Vista é outro local importante dentro desse período do Brasil. Mudou de nome algumas vezes e abrigou a família real portuguesa. Serviu como sede de governo no período imperial. O Palácio em estilo neoclássico ainda abriga o jardim zoológico da cidade e o Museu Nacional. A cidade ainda oferece uma gama enorme de locais que te farão reviver um pouco da História do Brasil.

    SÃO PAULO – SP
    Bem, São Paulo também guarda um enorme acervo histórico desse período colonial do Brasil. Era para essa cidade que D. Pedro I estava se dirigindo, quando declarou a independência do Brasil. A cidade estava sofrendo alguns rumores de revoltas e D. Pedro I fazia essa viagem com o intuito de acalmar os ânimos. Hoje é possível fazer esse roteiro Rio de Janeiro-São Paulo com todo o conforto e reviver parte de nossa história, sem passar pelos apertos que a comitiva real passou. Veja alguns locais que poderão ser visitados nesse trajeto:

    CIDADES / EXUMACAO CORPOS D PEDRO I/ DATA:26/02/2013 Cripta no Museu do Ipiranga onde estao os restos mortais do Imperador D Pedro I e suas esposas Dona Leopoldina e Dona Amelia. Foto: Zé Carlos Barretta / Hype

    Monumento da Independência, SP

    01. O Parque da Independência abriga pelo menos duas atrações que não podem deixar de serem visitadas: o Monumento da Independência, também conhecido como Altar da Pátria, indica o local exato onde o suporto grito de independência teria ocorrido. A escultura monumental foi construída apenas em 1926 pelo artista Ettore Ximenes em parceria com o arquiteto Manfredo Manfredi. Na cripta acoplada a uma das principais estátuas encontram-se os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e da Imperatriz Amélia. O parque ainda conta com uma extensa área verde, o Museu do Ipiranga e a Casa do Grito, com acervos capazes de aprofundar o entendimento sobre esse período do Brasil;
    02. A Praça Patriarca pode não parecer ter muita relação com a história da independência. Ela fica próxima ao Viaduto do Chá e leva o nome de José Bonifácio de Andrade e Silva, uma das principais mentes por trás do processo de independência. Desde 1972 a praça ganhou uma estátua de bronze do José Bonifácio feita por Ceschiatti, o mesmo que esculpiu os anjos da Capela de Brasília;
    03. O Solar da Marquesa de Santos é hoje a sede do Museu da Cidade de São Paulo. Ele pertenceu a Maria Domitila, um dos muitos e principais casos extraconjugais de D. Pedro I. Na época da independência, ele já se relacionava com ela e durante o período que estiveram juntos, ele deu inúmeros presente à amada, assim como essa casa, que pertenceu a ela entre 1834 e 1867 e abrigou inúmeras festas luxuosas da sociedade paulistana da época. Ele inclusive deu o título de Marquesa de Santos a Domitila. É possível encontrar aqui um enorme acervo sobre a trajetória da cidade de São Paulo. Existem outros locais que podem ser visitados na cidade e que poderão enriquecer ainda mais essa experiência histórica.

    Indepedência do Brasil 12

    Panteão de Pirajá, Salvador, BA

    SALVADOR – BA
    Após a declaração de independência, os Portugueses viram na Bahia o ponto necessário para retomar o domínio português sobre o Brasil. Como a cidade de Salvador tinha sido a primeira capital e o local por onde a processo de exploração, ocupação e colonização haviam começado, as forças portuguesas concentraram todos os seus esforços em retomar a cidade. A Bahia foi palco de inúmeras batalhas após o 7 de setembro e a real independência só veio em julho de 1823. As ruas do centro antigo ainda guardam a história viva desse período. A cidade ainda guarda alguns fortes bem conservados e outros que precisam de uma revitalização urgente! Além disso, o casario colonial e os inúmeros prédios históricos fazem da cidade um museu à céu aberto. Entre tantos locais, separamos 03 que você precisa conhecer:
    01. O Panteão de Pirajá ou Panteão ao General Labatut fica no bairro de Pirajá, um dos locais onde houve uma das principais batalhas da independência. O povo soteropolitano precisou fugir das tropas portuguesas e refugiarem-se nas cidades do Recôncavo Baiano, entre elas a cidade de Cachoeira. As forças brasileiras começaram a se fortalecer e sob o comando do General Labatut, quando finalmente invadiram a cidade de Salvador. Quando chegavam em Pirajá as tropas brasileiras viram que as tropas portuguesas eram maiores e a ordem era bater em retirada. Por erro ou não, ao invés do sinalizador tocar a música de retirada, tocou a música de avançar da tropa. As tropas portuguesas ficaram temerosas e começaram a recuar. A batalha foi uma verdadeira carnificina e os brasileiros saíram vitoriosos. O Panteão foi construído em estilo neoclássico para homenagear essa batalha e guarda em seu interior os restos mortais do General Labatut e de outros heróis da guerra da independência. A festa da independência é comemorada em 2 de julho e parte desse ponto para os outros locais da cidade;

    Indepedência do Brasil 13

    Largo da Soledade, Salvador, BA

    02. O Praça da Lapinha e o Largo da Soledade são dois espaços importantes na cidade de Salvador onde a independência do Brasil é lembrada. O Largo da Lapinha possui uma casa onde é guardada a carruagem que leva os símbolos da independência para o desfile. Além disso o largo guarda a Igreja da Lapinha, construída em estilo mourisco em 1771. O outro largo, o da Soledade, guarda uma estátua de uma das heroínas da independência, Maria Quitéria. Conta-se que ela usou um disfarce de homem e se alistou em Cachoeira para lutar. Só foi descoberta quando já estava em campo de batalha, mas lhe foi permitida a permanência.

    03. O Praça 2 de Julho, mais conhecido como Praça do Campo Grande, guarda outras homenagens às figuras históricas da luta da independência. É uma das principais praças de Salvador e é capaz de fazer o turista se encantar pela história de seu país. Até porque muitos brasileiros nem sabem que houve tantas batalhas após o 7 de setembro. Os monumentos que ficam no meio da praça lembram todas as figuras importantes que participaram. Inclusive figuras do povo que foram de extrema importância para chegarmos até aqui. Além da Praça do Campo Grande você poderá visitar outros monumentos importantes bem próximos, entre eles o Forte de São Pedro, onde as forças rebeldes se reuniram para traçar o plano de resistência. Por sinal, há uma avenida em Salvador com o nome de 7 de Setembro, que vai da Praça Castro Alves ao Farol da Barra. Já viu que o caminho é recheado de atrações, não é?

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    Forte de São Lourenço, Itaparica, BA.

    ILHA DE ITAPARICA – BA
    A Ilha de Itaparica, além das belezas naturais ainda guarda um verdadeiro museu histórico. Ela fica no centro da Baía de Todos os Santos, então as tropas da marinha portuguesa chegaram a saquear o local em uma ocasião, já que além e água potável, a ilha tinha criações de animais e cultivo de frutas e verduras para abastecimento de Salvador. Aqui toda a população se envolveu na guerra pela independência e algumas figuras ganham destaque no imaginário popular. Uma delas é a figura de Maria Felipa, que reuniu um grupo de mulheres e quando as tropas portuguesas desembarcaram elas deram uma surra de cansanção – uma planta típica da região e que deixa a pele com sensação de queimação.
    A cidade possui uma fortificação, o Forte de São Lourenço, construído pelos holandeses e tomado pelos portugueses. Durante as batalhas pela independência o forte teve uma importância estratégica, já que a ilha impedia que muitas embarcações conseguissem entrar na Baía de Todos os Santos e assim chegar a Salvador. Conta-se que a população cavava trincheiras na praia e emboscava os soldados portugueses com foice, facão e o que mais fosse possível utilizar como arma. Os casarões coloniais, o forte, os canhões centenários espalhados pela cidade e as ruas de pedras fazem parte disso. Se estiver em Salvador, não deixe de visitar também a ilha e completar esse roteiro.

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    Entrada da Cidade de Cachoeira, BA

    CACHOEIRA – BA
    Situada cerca de 120 Km de Salvador e uma das cidades mais importantes no processo de independência, Cachoeira carrega o título de “Cidade heróica”. A cidade funcionou como ponto estratégico para as pessoas que fugiram de Salvador, após o domínio das tropas lusitanas. Ainda em 1822, antes mesmo da proclamação da república, D. Pedro I reuniu-se na cidade para traçar os planos para a independência do Brasil.
    Após ser bombardeada em 1823 pelas tropas portuguesas, todo o povo da cidade que incluía comerciantes, senhores de engenhos e escravos entraram na luta armada. A cidade atraiu pessoas de todo a Bahia que se alistavam para entrar na luta e com isso conseguiu reunir um exército de 13 mil soldados, entre elas, Maria Quitéria, que citamos anteriormente.
    A derradeira batalha na cidade durou 3 dias e os brasileiros finalmente conseguiram expulsar os portugueses. As tropas brasileiras saíram de Cachoeira em direção a Salvador, quando finalmente expulsam de vez as tropas portuguesas na Batalha de Pirajá.
    A cidade guarda um imenso tesouro arquitetônico e cultural e ao longo dos anos tornou-se um dos maiores polos de cultura da Bahia. Visando reconhecer essa importância histórica, desde 2007 que a capital da Bahia é transferida para Cachoeira entre os dias 25 de junho e 02 de julho, quando efetivamente a comemoração da independência ganha toda  pompa que o 7 de setembro não tem, pelo menos na Bahia.
    Não deixe de visitar a cidade com o olhar histórico. A história está presente em cada rua, em cada praça, em cada canhão espalhado pela cidade e pelas casas coloniais.

    Pensando nesse período em que o Brasil mergulha na festa da independência, a De Passaporte resolveu dar algumas dicas de cidades onde você poderá encontrar fortes traços históricos relacionados ao período. Mergulhe na história do seu país fazendo viagens com um olhar mais histórico. Visite os museus de cada cidade que passar. Você pode acessar nosso hotsite e fazer uma pesquisa de passagens aéreas e hospedagens com tarifas reduzidas: depassaporte.com.br/lazer

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  • A Bahia foi eleita o melhor estado turísticos do Brasil

    Em matéria publicada no último dia 25 de maio de 2019, o jornalista Roberto de Oliveira, na Folha de São Paulo, não poupou elogios à Bahia, já que através de pesquisa, o estado nordestino foi eleito a melhor opção de viagem dentro do Brasil. Isso se deve, principalmente, à diversidade cultural, natural e histórica que a região conseguiu preservar. Esse carinho que a Bahia recebeu da Folha não foi novo, já que repetiu-se pela segunda vez no ano. Ainda no início de 2019, o The New York Times colocou a cidade de Salvador na lista dos 52 lugares a se visitar no ano de 2019. Já tínhamos publicado algumas matérias sobre os encantos da Bahia em nosso blog, principalmente sobre a capital soteropolitana, onde damos dicas do que fazer, se você é um turista e ainda damos dicas alternativas de programas similares que só os baianos fazem. Confira aqui: depassaporte.com.br/blog/o-que-fazer-em-salvador/
    Outra dica que já tínhamos dado em nosso blog sobre a Bahia foi sobre a região da Chapada Diamantina, onde explicamos ao turista como começar a explorar o imenso oásis natural que fica no coração do Estado. Explicamos como chegar ao local e coisas para não deixar de fazer. Confira aqui: depassaporte.com.br/blog/descubra-os-encantos-da-chapada-diamantina/. Agora confira a matéria publicada na Folha de São Paulo:

    Salvador 02

    Bahia é eleita melhor estado turístico em pesquisa Datafolha; Chapada Diamantina, Porto Seguro e Salvador são destaques

    “Tudo, tudo na Bahia a gente querer bem”, dizem os versos de uma canção de Caetano Veloso. O ilustre filho da terra não poderia ter sido mais preciso, haja vista o fluxo constante de turistas que visitam a região.
    Segundo o Datafolha, o estado continua entre as primeiras opções de viagem dos paulistanos. Com aproximadamente 1.100 km de extensão litorânea e praias para todos os gostos –selvagens, urbanas, sombreadas por mata atlântica, repletas de piscinas naturais–, a Bahia é sempre uma boa pedida.
    Ali a natureza não economizou beleza: que o diga quem já visitou a chapada Diamantina, uma das mais conhecidas formações geográficas desse tipo no país, que fica no coração do estado. São serras, rios e vegetação abundante a encher os olhos de quem busca o contato íntimo com a natureza.
    A capital, Salvador, foi a única cidade brasileira indicada em 2019 como “lugar a conhecer” na aguardada lista publicada pelo jornal The New York Times. Gente do mundo todo quer conhecer esse pedaço do Brasil. Caetano tem mesmo razão: “A Bahia tem um jeito”…

    SALVADOR
    Está em transformação: da orla da Barra ao centro histórico, uma série de iniciativas vem repaginando a capital baiana. O bairro de Santo Antônio Além do Carmo, situado depois da subida da ladeira do Carmo, é um exemplo do que poderia ser feito em toda a região do Pelourinho. Ali, uma sucessão de casarões coloridos vai se desenhando e conduz o visitante num ambiente no qual o presente parece ter feito as pazes com o passado.
    Charmosas pousadas e ateliês de arte dão movimento às ruas de pedra que guardam as lembranças de outros tempos. Não faltam simpáticos cafés e restaurantes, onde se pode comer apreciando uma vista panorâmica da Baía de Todos-os-Santos.
    No Pelourinho, uma das experiências mais ricas e emocionantes é assistir à missa sincrética na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, cuja celebração é feita com instrumentos de origem africana. Depois dela, o passeio pelas ruas de paralelepípedo em meio às fachadas coloniais coloridas ganha ainda mais graça. Os olhos se enchem em meio à atmosfera histórica e à rica mistura de cores, sabores e raças tão cara à Bahia.

    CHAPADA DIAMANTINA
    A mais conhecida entre as chapadas brasileira, Diamantina fica no coração da Bahia. Uma jeito criativo de mergulhar em seus inúmeros encantos é fazer um dos inúmeros trajetos que cortam o vale do Pati.
    Calcula-se que existam cerca de 35 trilhas, abertas desde o século 19 por garimpeiros, caçadores e tropeiros. O trekking no vale do Pati é considerado por guias tanto daqui como de fora como o mais belo do Brasil. O terreno é bem diversificado. Sobe aqui, desce ali. Caminha-se sobre areia, terra e pedras, muitas e variadas.
    Chapada Diamantina, Vale do Capão, Erick Rabello 11Córregos, rios e corredeiras pipocam por todo canto. Bromélias, sempre-vivas, cactos e orquídeas vão colorindo o trajeto. Dona de uma flora riquíssima, a chapada fica em uma região de transição de biomas: abrange áreas de cerrado, caatinga, mata atlântica e campos rupestres. Entre um passo e outro, pausa para apreciar a sinfonia orquestrada pela queda da água e a cantoria de diferentes pássaros.

    LITORAL NORTE
    O estado esbanja diversidade por sua costa. A dica aqui é alugar um carro em Salvador e ir subindo em direção a Sergipe, parando onde lhe der na telha, até alcançar a praia repleta de dunas de Mangue Seco.
    A parte mais conhecida desse trecho é a praia do Forte. Localizada a cerca de 50 km da capital, a praia é oferece boa estruturada, com oferta generosa de pousadas e resorts.
    Com faixa de areia clara, alguns trechos rochosos e muitos coqueiros, a orla do Forte se estende por 14 km. Foi ali que nasceu o Projeto Tamar, que estuda e protege as tartarugas marinhas, animais ameaçados. Assim como o Forte, a praia vizinha, Imbassaí, pertence ao município de Mata de São João.
    Imbassaí, porém, é mais tranquila, ainda preserva alguns trechos da exploração imobiliária nesse trecho da chamada Linha Verde, rodovia que liga o litoral norte da Bahia a Sergipe. Em tupi, Imbassaí quer dizer “caminho do rio”. Boa definição dos índios, porque ali são muitas as passagens encontradas pela natureza para desembocar sua água doce no mar. Ela escorre em cascatas e corredeiras, paralelas às dunas.
    A melhor opção de hospedagem é o gigantesco Grand Palladium Resort & Spa, que ainda conserva um clima de sossego tipicamente baiano.

    LITORAL SUL
    A região consegue ser mais rica na oferta e na diversidade de praias do que o lado norte. Quer agito? Mire para Porto Seguro. Cansou? Atravesse o rio de balsa e siga para Arraial d’Ajuda. Luxo? Trancoso vem na sequência. Se pretende mergulhar num clima de vilinha, a escolhe recai sobre Caraíva. Agora, paraíso, mesmo, você encontra na Ponta do Corumbau, onde um corredor de areia, que pode se estender por mais de 1 km, separa o mar tipo Caribe de um lado do mar com ondas e o Monte Pascoal do outro. E olha que ainda tem as praias cobertas de vegetação de mata atlântica em Itacaré e as piscinas naturais de Taipu de Fora, localizada na península de Maraú.

    COSTA DO CACAU
    Em meio às tentativas de sobrevivência, as florestas de cacau continuam a manchar de verde as margens das rodovias que cortam esse trecho do sul baiano. Viajar pelas estradas da região de Ilhéus é passear por uma grande área circundada de mata atlântica.
    A gente olha dos dois lados do caminho e parece mato puro. Mas o que aquela imensidão verde esconde é o “cacau cabruca”, um sistema de plantio sob a sombra de espécies da mata como pau-brasil, jequitibá e jacarandá. “Cabruca” é uma corruptela de “cabrocar”, ou seja, furar, retirar, abrir.
    As árvores menores foram cortadas para o plantio, preservando as maiores, donas do sombreamento. Foi em Ilhéus que se deu, do fim do século 19 às primeiras décadas do século 20, o período de constituição da economia cacaueira. Agora, o cacau atravessa mais um ciclo; desta vez, voltado para o turismo e o mercado gourmet, com novos subprodutos.
    Ali, nos arredores de Ilhéus, vale a pena passar pela pequenina e simpática Ibirataia, com pouco mais de 15 mil habitantes, onde fica o restaurante Espaço Beija-Flor, que mantém produção orgânica, criadouro de peixes e um menu elaborado com pratos da cozinha brasileira e internacional, sempre com a presença do ingrediente que deu fama à região.
    Que ainda tem as praias cobertas de vegetação de mata atlântica em Itacaré e as piscinas naturais de Taipu de Fora, localizada na península de Maraú, dona de 50 km de litoral, na chamada Costa do Dendê.
    Sim, a Bahia é um país!

    *Matéria publicada originalmente na Folha de São Paulo em 25 de maio de 2019.

    A Bahia tem uma coisa que fica até difícil colocar em palavras. Aproveita que você já tem uma ideia do que pode encontrar e confere nossas promoções em passagens aéreas e hospedagens e vá conhecer a Bahia. Como já disse Dorival Caymmi “Você já foi a Bahia, nêga? Não? Então vá…” Clique aqui e confira nossas promoções: depassaporte.com.br/lazer

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  • O que fazer em Salvador

    Salvador 02

    Vista do Mirante do Elevador Lacerda.

    Salvador é uma terra mágica e como foi a primeira capital do Brasil, ela aguarda um acervo histórico e cultural gigantesco. É possível, por exemplo andar por alguns lugares e acreditar que você está em alguma cidade de Portugal. Em outros momentos você irá se sentir dentro da própria África, já que a cidade preservou muitos aspectos e costumes dos negros que foram levados para a cidade durante o século XVI. A cidade respira essas culturas, seja nas vestimentas, no modo de vida, na arquitetura e no jeito de viver do baiano. Uma vantagem da cidade é que você consegue fazer boa parte das atividades andando pelas ruas, já que muitas atrações estão próximas, geograficamente falando. Pensando nas pessoas que costumam visitar a cidade, separamos uma lista de algumas coisas para fazer em Salvador durante o tempo livre. Ah, e vamos te dar uma alternativa para essas atrações. Alternativas que só um baiano conhece.

    Salvador para turista / Salvador para baianos
    Salvador 11 por Erick Rabello

    Mercado Modelo

    01. VISITAR O MERCADO MODELO
    PARA O TURISTA:
    O Mercado Modelo é um importante centro comercial no centro da cidade. Ele fica de frente para a Baía de Todos os Santos e de costas para o Elevador Lacerda. É o tipo de atração que você deve incluir junto com o roteiro maior, que englobe todo o centro antigo da cidade.
    A cidade, quando começou a surgir, iniciou-se pela mar. O local onde o primeiro prédio foi instalado não é muito distante do prédio atual, mas em 1969, sofreu um incêndio de proporções catastróficas que não permitiu uma reestruturação. O novo prédio fica cerca de 100 metros de onde situava-se o antigo. Tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o prédio abriga mais de 260 lojas com artesanatos, roupas, presentes e lembranças da Bahia. Em seu terraço ele ainda abriga 02 restaurantes tradicionais, onde você pode almoçar um delicioso prato da culinária baiana de frente para o mar. Imperdível!
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Visite a Feira de São Joaquim ainda na cidade baixa. A feira já chegou a ser a maior da América Latina e é um dos principais pontos de abastecimento da cidade. É possível ter uma ideia do microcosmo da cidade. Em geral, fotógrafos fazem costumam se encantar pelo local, em função das cores, das pessoas, da diversidade de produtos. Ela ainda recebe alguns poucos saveiros que chegam da região do Recôncavo trazendo mercadorias, tal qual um século atrás.

    Salvador 01

    Igreja do Bomfim

    02. VISITAR A IGREJA DO BOMFIM
    PARA O TURISTA
    : A igreja fica em uma colina na Península de Itapagipe, Cidade Baixa, uma parte mais no nível do mar e de frente para o centro antigo da cidade. Aqui é possível vislumbrar a beleza de uma das igrejas mais visitadas da cidade e amarrar a tradicional fitinha do Bomfim no gradil fazendo três pedidos. A festa do Bomfim é uma das mais tradicionais da cidade e mistura o sagrado e o profano numa festa que para metade da cidade. Nos arredores é possível visitar outras atrações, como a Praia de Boa Viagem, ou ver o pôr-do-sol na Ponta de Humaitá.
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Visitar a Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho. Ela foi construída por uma irmandade de homens negros no século XVIII e tem missas totalmente diferente das tradicionais igrejas católicas. As missas são cantadas e tocadas com instrumentos de percussão, que em alguns momentos lembram os cantos do Candomblé. Acredite, você verá uma das mais belas missas.

    03. SUBIR O ELEVADOR LACERDA
    Salvador 10 por Erick RabelloPARA O TURISTA:
    Uma construção iniciada em 1869, o Elevador Lacerda foi o primeiro e mais alto elevador do mundo a servir de transporte público. Ele liga a Cidade Alta e a Cidade Baixa, uma divisão feita pelos portugueses e que dá uma beleza única à cidade. Lá de cima será possível ver toda a beleza da Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo e um pôr-do-sol que vai te fazer voltar. Não deixe de experimentar os sorvetes da Sorveteria Cubana, na parte alta do elevador.
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Ao invés de chegar na Cidade Alta de elevador, você pode utilizar os dois Planos Inclinados que ficam próximos. Eles ficam mais escondidos, mas carregam uma nostalgia que só os baianos conhecem. Tem o Plano Inclinado Gonçalves, que liga o bairro do Comércio ao tradicional e bucólico bairro do Santo Antônio Além do Carmo, ou você pode pegar o Plano Inclinado Pilar, que também liga o bairro do Comércio à Praça da Sé. Os planos inclinados faziam o transporte de mercadorias que chegavam no porto para a parte alta da cidade, que era feita em lombo de bois e cavalos ou nas costas de escravos. Os planos são pequenos bondes ligado por um cabo e que transportam apenas passageiros. Uma beleza incomparável que não se vê em outras capitais do país.

    Salvador 02 por Erick Rabello - Copia

    Praia de São Tomé de Paripe

    04.TOMAR UM BANHO NA PRAIAS DO PORTO E DO FAROL DA BARRA
    PARA O TURISTA:
    As duas praias ficam no bairro da Barra e são pontos essenciais a se visitar em passagem pela cidade. A praia do Porto da Barra fica entre dois fortes históricos, o de Santa Maria e o Forte São Diogo. Trata-se de uma pequena faixa de areia, banhado pelas águas mornas da Baía de Todos os Santos. Uma das praias mais disputadas da cidade, mas se puder e o tempo estiver mais quente, tome um banho à noite.
    A praia do Farol da Barra já é em mar aberto, logo as ondas são amis forte, mas você poderá ter um ótimo dia nela e, ao entardecer, ainda poderá ver o pôr-do-sol atrás do Forte de Santo Antônio (Farol da Barra). Programa imperdível!
    ALTERNATIVA DE BAIANO: Fugir um pouco da praias badaladas da cidade e visitar a Praia de São Tomé de Paripe. A orla é bem organizada, mas fica um pouco afastada do centro. As águas são calmas, a comida é boa e mais barata e você ainda terá a sorte de ver o sol se pôr no mar. Ela fica ao lado da base da Marinha brasileira onde os presidentes costumam descansar.

    Salvador 09 por Erick Rabello

    Pelourinho

    05. TIRAR UM DIA PARA VISITAR O PELOURINHO
    PARA O TURISTA:
    Visitar o Pelourinho e o Centro Histórico é uma obrigação de qualquer turista que passe pela cidade. Um conjunto arquitetônico tombado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e que carrega a história do Brasil em cada pedra que você pisar. A Praça era um local onde os escravos eram castigados, mas a Bahia deu a volta por cima e transformou o local num dos pontos mais bonitos da cidade. Engloba várias praças, museus, ruas, bares e um conjunto arquitetônico que te deixará embasbacado. Anote alguns pontos que você precisa ir: a Catedral Basílica de Salvador; a igreja e o convento da Ordem Terceira de São Francisco, Igreja de São Pedro dos Clérigos; Museu Afro; Fundação Casa de Jorge Amado; Museu de Arqueologia e Etnologia; Museu do Carnaval; os Largos Tereza Batista, Quincas Berro D’água e Pedro Arcanjo; Solar Ferrão; Museu de Gastronomia Baiana; Museu Tempostal, Museu Casa do Benin… Ufa! Cansei! Mas tire um dia só para ficar no Pelourinho, e apreciar as belezas, a musicalidade e o modo de vida do local.
    ALTERNATIVA PARA BAIANO: Desça a ladeira do Pelourinho e suba a ladeira em frente. No meio do caminho, você encontrará a Escadaria do Paço, o local onde foi gravado o filme “O Pagador de Promessas” e subindo um pouco mais você encontrará o bairro do Santo Antônio Além do Carmo, um bairro tradicional e que ainda abriga inúmeros casarões coloniais, convento, igreja e um ar de cidade do interior. Acredite, você esquecerá que está no centro da cidade. Na praça principal do bairro você ainda encontrará aquela cena típica de pequena com coreto, crianças brincando e um muro que dá de frete para a Baía de Todos os Santos. Ah, e não deixe de visitar o Museu da Capoeira que fica instalado num forte.

    Salvador 01 por Erick Rabello

    Solar do Unhão

    06. VISITAR O SOLAR DO UNHÃO
    PARA O TURISTA:
    Visitar o Solar do Unhão, na Avenida Contorno. Um local que já foi sede de uma fazenda de açúcar e que já abrigou um dos homens mais ricos da época das capitanias. É possível encontrar chafariz, senzala, carros de boi, moendas, uma capela e os casarões centenários. Atualmente abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia e uma programação cultural agitada. Aos sábados, por exemplo, é possível ouvir um jazz na beira da Baía.
    Outro ponto que é muito fotografado e que é possível ver do pátio do Solar é a comunidade da Gamboa. Algumas pessoas costumam dizer que é a Grécia de Salvador, já que as casas construídas num morro, formam um lindo conjunto visual.
    ALTERNATIVA PARA BAIANO: Visitar a Casa do Rio Vermelho no bairro de mesmo nome. A casa foi de propriedade dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai. É possível mergulhar na vida da família e da casa, já que foi tudo preservado pela família. Está tudo lá, os discos, os livros, as estantes, as obras, os móveis, a cozinha… por um momento você irá se sentir amigo dos falecidos escritores e tomando um chá da tarde com eles.

    Salvador 07 por Erick Rabello

    Fitas do Bomfim

    BÔNUS
    01. Visitar o bairro mais negro do Brasil, a Liberdade, e conhecer o Ilê Aiyê;
    02. Visitar a Praia do Buracão, no bairro do Rio Vermelho;
    03. Comer um acarajé no bairro de Itapuã e de quebra visitar o farol;
    04. Pegar o trem na Calçada, descer na estação do Bairro de Plataforma e atravessar de barco para o bairro da Ribeira;
    05. Visitar o Parque da Cidade;
    06. Sentar à noite nos bares do Rio Vermelho e também comer um acarajé, ou um abará;
    07. Conhecer os bares da Cruz do Pascoal;
    08. Passear pela centenária Avenida 7 de Setembro e observar seus casarões e suas lojas;
    09. Conhecer o bairro do 2 de Julho, um outro bairro tradicional escondido no centro da cidade.

    Salvador tem muitas opções de passeios e atrações para fazer tanto no período do dia, quanto no período da noite. Ficam apenas algumas opções do mar de possibilidade que a cidade oferece. A agência de turismo De Passaporte preparou algumas campanhas para que você possa comprar passagens aéreas com descontos exclusivos e hospedagens com tarifas reduzidas. Acesse o site e prepare sua programação: depassaporte.com.br/lazer

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  • Para entender o carnaval de Salvador

    SalvadorSe você vai curtir o carnaval de Salvador, temos algumas dicas para entender como funciona o maior carnaval de rua do Brasil e que sempre foi um dos eventos mais comentados do Brasil e chama atenção até em países de fora!
    A festa é contagiante e, mesmo sem dinheiro, é possível brincar todos os dias. Vamos explicar algumas coisas para você que vai pela primeira vez.

    OS CIRCUITOS

    O carnaval de Salvador está dividido em 7 circuitos principais. Alguns, claro, recebem cobertura da imprensa de todo o mundo e se tornaram mais conhecidos, outros ficam restritos ao pessoal que conhece mais as festas locais. Os circuitos recebem nomes de artistas e/ou carnavalescos que foram importantes no processo de construção e difusão do carnaval e da cultura baiana. Só para entender, segue uma breve explicação de cada um:

    Circuito Dodô (também conhecido como Barra-Ondina)
    Foi um circuito criado para atender a demanda de foliões que já não cabiam no centro antigo da cidade. Fica na orla do bairro da Barra e segue até o bairro de Ondina. São cerca de 4 Km de gente, festa, camarotes. Em geral, a turma mais jovem prefere esse circuito, mas os dias mais fortes são a quinta, sexta e sábado. Nos outros dias também tem festa, mas aí o circuito já divide a atenção com o Circuito Osmar.
    PS: Na quarta-feira, antes da folia oficial começar, já tem festa com bandas de sopro pelas ruas da orla. Se estiver em Salvador, não perca!

    Circuito Osmar (também conhecido como “avenida”)
    Esse é o circuito tradicional do carnaval de Salvador. Acontece nas ruas do centro antigo e sai da Praça do Campo Grande, segue pela avenida 7 de Setembro até a Praça Castro Alves. Com o fortalecimento do carnaval no circuito Dodô, muitos foliões deixaram de ir, mas ele tem seu charme. Em geral, a turma mais tradicional ainda prefere “a avenida”. Na quinta, sexta e sábado de carnaval, costumam desfilar os blocos afros, os blocos de samba e outras agremiações. A partir do domingo, os grandes blocos, com grandes atrações, fazem as festas pelas ruas. O carnaval é emoldurado pelos casarões antigos do centro da cidade.

    Circuito Batatinha (também conhecido como “o carnaval do Pelô”)
    Esse circuito não tem tanto tempo de criação e nasceu com a intenção de resgatar o carnaval de rua antigo, onde não existiam cordas e as pessoas se fantasiavam. O trio elétrico aqui é praticamente proibido. Ele acontece no período da tarde e entra pela noite. São bandas de fanfarras, bandas de sopros, famílias com crianças e muita festa e folia.
    Em 2018 foi montado um palco na Ladeira do Pelourinho e várias atrações se apresentaram. A banda Baiana System foi quem fez um show histórico na terça-feira de carnaval, encerrando a festa.
    PS: Nos dias que o carnaval da Barra está aquecido, vale pular o carnaval no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, pois fica do lado do Pelourinho. Não existem regras. Você põe sua fantasia e sai pelas ruas de um dos bairros mais charmosos da cidade. Ele inclusive foi cenário para uma das últimas novela das 21 horas.

    Circuito contra-fluxo
    Esse circuito nasceu para atender uma reclamação antiga dos soteropolitanos. Ele fica na Avenida Carlos Gomes e, por muitos anos, foi forte. Com a divisão da atenção com a Barra, os artistas não queriam passar pela avenida, pois ela praticamente dobrava o trajeto. Antigamente os blocos desciam pela avenida 7 de Setembro e voltavam pela avenida Carlos Gomes. Ainda não foi divulgada a programação que estará nesse circuito, mas a prefeitura da cidade prometeu que revitalizaria o carnaval desse espaço com grandes atrações.

    Circuito Orlando Tapajós (também conhecido como Ondina-Barra)
    Esse circuito começou a ganhar força nos últimos anos. Ele, na verdade, é o circuito Dodô em sentido inverso. As atrações saem do Clube Espanhol, no bairro de Ondina e seguem até o Farol da Barra. Não funciona nos dias de carnaval, pois sua folia acontece alguns dias antes. É nele que acontece o Furdunço, uma festa com trios elétricos menores e sem cordas. Todo o povo misturado e acompanhando as atrações que passam. Acontece no domingo que antecede o carnaval a partir das 16:00h.

    Circuito Mestre Bimba
    Esse circuito é relativamente novo. Nasceu por volta de 2013 e vem ganhando força. De certa forma é como se fosse um carnaval de bairro e acontece em Nordeste de Amaralina. São muitos blocos locais pelas ruas do bairro.

    Circuito Sérgio Bezerra
    Lembra do carnaval de sopros e fanfarras que falei anteriormente e que acontece nas ruas da Barra? Então, esses blocos desfilam nesse circuito. É ideal para pular com amigos, já que ele acontece na quarta-feira do início do carnaval. É mais vazio e mais despretensioso, mas tem um charme único. É comum ver famílias, empresas e grupos de amigos fazendo bloquinhos só deles e acompanhando as bandas de fanfarras.

    VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE BLOCO, CAMAROTE E PIPOCA?
    Há uma música da banda Timbalada que dizia: “…E hoje tô feliz é de lhe ver / Com dinheiro ou sem dinheiro / Eu me viro em fevereiro…”. Esse parece ser o lema do carnaval da Bahia. Quem tem dinheiro brinca, quem não tem, também brinca. Entenda aqui o que significam esses termos:

    Pipoca: se você escolhe brincar na pipoca, você não terá que pagar bloco ou camarote e você quem organiza o local, o tempo e o horário que vai brincar o carnaval. A maiorias das pessoas brincam dessa maneira.

    Camarote: já oferece um pouco mais de conforto. Em geral, tem atrações internas que tocam no intervalo entre um bloco e outro, comida, bebida, massagem. Ao longo dos anos, a coisa se especializou tanto que alguns tem até cinema! Você vai precisar desembolsar um pouco mais de dinheiro.

    Bloco: essa é outra maneira de brincar na rua, mas protegido da multidão. Você compra a camisa e fica num espaço delimitado por uma corda. O passeio ocorre em forma de desfile e você tem sua atração preferida tocando por mais de 4 horas.

    Bem, agora você já sabe o mínimo para entender como funciona o maior carnaval de rua do mundo.
    Aqui você pode encontrar passagens aéreas e hospedagens com descontos exclusivos!
    Está esperando o que para escolher seu destino nesse carnaval?

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